Boas novas para a actividade comercial en galego

Negócio na China: Portugal ganha zona livre de comércio

Mariana de Araújo Barbosa

 

Tianjin, que fica a meia hora de distância de comboio de Pequim, é o maior porto do norte da China e um dos dez com mais movimento do mundo.

Portugal está cada vez mais ligado à China: os produtos vindos de países de língua portuguesa vão ter direito a condições especiais de entrada no território chinês. A isenção de impostos alfandegários, acesso a uma linha de financiamento, uma estrutura logística que considera transporte, armazenamento, centros de exposição e distribuição, campanhas de marketing e organização de ações promocionais são algumas das medidas que integram a criação da zona livre de comércio para produtos dos países de língua portuguesa, apresentada em Tianjin, na China.

Tianjin, que fica a meia hora de distância de comboio de Pequim, é o maior porto do norte da China e um dos dez portos com mais movimento do mundo. A cidade tem acesso a uma população superior a dois milhões de pessoas, abrangendo dois municípios e sete províncias a China.

“Todo o investimento e interesse que Portugal está a receber por parte da China, via golden Visa, pela expansão de empresas asiáticas para a Europa via Portugal e pelo forte investimento na aquisição de empresas portuguesas, faz-nos acreditar e querer estar também presentes no país com os nossos produtos de qualidade e, acima de tudo, com todas as nossas capacidades e competências.”

“A ideia surgiu da constatação do potencial de venda dos produtos e empresas dos países de língua portuguesa. Esta free trade zone resulta de uma parceria entre a égide da Região Administrativa de Macau, cuja ação é conduzida pela Associação de Exportadores e Importadores de Macau, e tem a aprovação do Conselho de Estado da China”, explica ao ECO Paulo Lima Carvalho, diretor executivo da Connect4global para a Europa, uma das empresas parceiras do projeto.

A iniciativa, acreditam os responsáveis, terá um contributo fundamental na facilitação do acesso ao mercado da China por empresas dos países de língua portuguesa, e poderá ser uma via inovadora para o desenvolvimento de negócios. “Procura-se explorar oportunidades e vantagens, tirando partido de um espaço alargado de grande relevância para as empresas portuguesas que, em parceria com empresas chinesas e dos mercados lusófonos, poderão criar sinergias para aumentar as trocas comerciais, aprofundar e consolidar os laços económicos”, explica o responsável.

Na apresentação do projeto, a 18 de janeiro, estiveram presentes alguns os mais altos representantes políticos da região assim como os responsáveis pelo projeto, do município de Tianjin, os embaixadores de Cabo Verde e Timor na China, importadores e distribuidores e representantes de Macau. Esta zonade livre comércio resulta de uma parceria entre a Região Administrativa de Macau, cuja ação é conduzida pela Associação de Exportadores e Importadores de Macau e tem a aprovação do Conselho de Estado da China. O projeto é desenvolvido pela Tianjin & Macao International Trade Service Center, com o apoio da Macau Importers and Exporters Association (MIEA).

Agora que Portugal se estabelece como hub comercial para investidores e empresas estrangeiras poderem entrar na Europa e na América do Sul, é essencial trabalhar estas parcerias estratégicas”, referiu Paulo Lima de Carvalho, no discurso da apresentação do projeto. Entre os produtos a destacar para as trocas comerciais, garante, estão “os vinhos que recebem os mais galardoados prémios internacionais, os azeites de renome, as conservas de eleição, os produtos lácteos de qualidade reconhecida, todo o mundo relacionado com o futebol e com o turismo, entre outros.”

O projeto da zona de livre comércio assenta em três plataformas fundamentais:

  1. distribuição de mercadorias importadas
  2. exposição e venda de produtos provenientes dos países de língua portuguesa
  3. serviços financeiros com vista ao investimento internacional